• Mário Antonio Marques Fascio

Vereador Josiney Alves: "Pacificação passa pelo respeito a imprensa e abertura da Casa para o povo"


Após semanas de embates acalorados que teve como estopim, uma proposta de Reforma Administrativa da Mesa Diretora da CMS, batizada de Lei das Mamatas, o vereador Josiney Alves (Avante), um dos principais líderes do grupo de vereadores que se levantou contra as arbitrariedades e abusos de poder da presidente Elma Garcia, usou a tribuna para pontuar elementos que podem pacificar as relações internas no Legislativo santanense.

O clima político na sessão desta terça-feira, 23, foi mais tranquilo se comparado aos de outras sessões, principalmente após o sepultamento do famigerado Projeto de Lei das Mamatas de autoria da Mesa Diretora, arquivado após a apresentação de um relatório da vereadora Helena Lima (SD), que pediu vistas do projeto e no seu parecer, apresentou diversas aberrações e ilegalidades que vão desde a falta de rito para a tramitação do PLC, até a ausência de um relatório de impacto financeiro não previsto no Orçamento da CMS, aprovado na LOA 2021.

Derrota política de Elma Garcia

O recuo da presidente Elma Garcia (DEM) e da Mesa Diretora, representou uma dura derrota política para o grupo que comanda a Casa, desgastado de forma acachapante pela repercussão negativa da Lei das Mamatas na opinião pública, principalmente pelo fato de ainda vivenciarmos uma crise provocada pela pandemia de Covid-19.

Pacificação do Parlamento

Josiney Alves lembrou que dentre as condicionantes para a construção de um legislativo Independente e harmonioso, devem ser a transparência, a liberdade de imprensa, o respeito aos 15 vereadores e a junção de princípios republicanos e democráticos, que devem nortear o parlamento municipal.

"A pacificação passa pela liberação da Casa do Povo ao povo, pois a participação do povo nos faz bem e não o contrário. A pacificação também passa pelo respeito e pela liberdade de imprensa", disse Alves.

Josiney finalizou seu discurso afirmando que a pacificação na Casa não será alcançada por meio de chantagens políticas rasteiras ou um modus operandi de fazer política que foi condenado pelo parlamentar, mas sim pela observância dos princípios democráticos e republicanos.

"A pacificação será alcançada com a observação dos princípios democráticos e republicanos. Ou do contrário, esta Casa não será um picadeiro como insinuou a presidente, mas será infelizmente um eterno campo de batalha", concluiu o vereador.

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