• Mário Antonio Marques Fascio

'Muito cru', Moro faz fono e treina oratória para encarar Lula e Bolsonaro.


A saliva é o combustível da política. Durou cinco horas o almoço em que Sergio Moro comunicou à cúpula do Podemos a intenção de concorrer à presidência pelo partido. Os participantes do encontro começaram a trocar impressões sobre o Brasil e o panorama eleitoral às 10h de 25 de setembro, um sábado. Só se levantaram da mesa no meio da tarde, às 15h.

Durante tanta queima de combustível político, o ex-juiz falou o que a claque queria ouvir, mas fez um pedido. Queria que aguardassem até final de outubro para confirmar a decisão, porque precisava acertar sua situação com seu empregador, a consultoria americana Alvarez & Marsal. O almoço ocorreu na casa do senador Oriovisto Guimarães (Podemos-PR), em Curitiba. O encontro contou também com a presidente do partido, a deputada federal Renata Abreu (SP), e os senadores Álvaro Dias e Flávio Arns, ambos do Podemos do Paraná. O compromisso de Moro em ser candidato virou atitude em 2 de novembro. Nessa data, ele anunciou no Twitter o ato de filiação com a mensagem: "juntos, podemos construir um Brasil justo".

Na mesma semana, Deltan Dallagnol, procurador do MPF (Ministério Público Federal) ligado à Operação Lava Jato, pediu afastamento do cargo e quer entrar para a política, segundo o Congresso em Foco.

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